PLANO DE ENSINO

Curso:

Treinamento Intensivo em Ativação Comportamental (BA) no Tratamento da Depressão Maior  

Carga horária:

32 hs

Horário:

das 8h às 18h

Datas:

13, 14, 15 e 16 de dezembro de 2018

Docentes:

Docentes:

Dr Paulo Abreu (IACC)

Dtda Juliana Abreu (USP e IACC)

Público alvo

Psicólogos, psiquiatras, estudantes de psicologia e psiquiatria

CARACTERIZAÇÃO

A Ativação Comportamental (BA) é uma terapia comportamental breve desenvolvida para o tratamento da depressão maior. Ela tem como objetivos (a) aumentar o engajamento do cliente em atividades adaptativas (que frequentemente estão associadas a experiências de prazer e domínio); (b) diminuir as atividades que mantêm ou aumentam o risco de depressão e (c) resolver os problemas que limitam o acesso ao reforçamento positivo, e que mantêm ou aumentam o controle aversivo.

A BA possui forte suporte de pesquisa no tratamento da depressão segunda a Divisão 12 da Associação Americana de Psicologia (Depression Treatment: Behavioral activation for depression, n.d.), figurando em algumas renomadas instituições como opção psicossocial de primeira linha no tratamento da depressão maior (NICE, 2009; Parikh et al., 2016). Um ensaio clínico randomizado controlado por placebo demonstrou que no tratamento da depressão severa em adultos a BA teve resultados superiores à Terapia Cognitiva (Dimidjian   et   al.,   2006; Dobson et al., 2008).

A BA é orientada para que o terapeuta auxilie o cliente a identificar e operacionalizar os problemas de comportamento que o impedem de ter contato com fontes estáveis e diversas de reforçamento positivo.

Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de avaliar funcionalmente o repertório depressivo de entrada, propor atividades guiadas através do uso da Agenda dos Eventos Semanais, e planejar o enfrentamento das situações aversivas correntes.

 

REFERÊNCIAS

·         National Institute for Health and Clinical Excellence (2009). Depression: The treatment and management of depression in adults. London, UK: National Institute for Clinical Excellence.

·         Depression Treatment: Behavioral activation for depression (n.d.). In Division 12 of the American Psychological Association website. Retrieved October 2, 2017, from http://www.div12.org/psychological-treatments/disorders/depression/behavioral-activation-for-depression/

·         Dimidjian, S., Hollon, S. D., Dobson, K. S., Schmaling, K. B., Kohlenberg, R. J., Addis, M. E., et al. (2006). Randomized trial of behavioral activation, cognitive therapy, and antidepressant medication in the acute treatment of adults with major depression. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 74, 658-670. doi: 10.1037/0022-006X.74.4.658

·         Dobson, KS, Hollon, S. D., Dimidjian, S., Schmaling, K. B., Kohlenberg R. J., et al. (2008). Randomized trial of behavioral activation, cognitive therapy, and antidepressant medication in the prevention of relapse and recurrence in major depression. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 76, 468–477. doi: 10.1037/0022-006X.76.3.468

·         Parikh, S. V., Quilty, L. C., Ravitz, P., Rosenbluth, M., Pavlova, B., Grigoriadis, S., … the CANMAT Depression Work Group. (2016). Canadian network for mood and anxiety treatments (CANMAT) 2016 clinical guidelines for the management of adults with major depressive disorder: Section 2. Psychological Treatments. Canadian Journal of Psychiatry, 61 (9), 524–539. http://doi.org/10.1177/0706743716659418

 

EMENTA

              Diagnóstico diferencial do episódio depressivo maior

              Modelos comportamentais clássicos de depressão de C. Ferster e  P. Lewinsohn e colaboradores (1974): semelhanças e diferenças

              A BA como uma psicoterapia baseada em evidências: Analisando ensaios clínicos randomizados sobre BA no tratamento da depressão

              A Ativação Comportamental de Martell, Addis e Jacobson (2001)

              Aprendendo a trabalhar com os pensamentos de ruminação

              Contribuições da Ativação Comportamental Breve no Tratamento da Depressão de Lejuez e colaboradores (2001) em contextos hospitalares.

              História da ascensão e contestação do modelo Beck e colaboradores (1979) de Terapia Cognitiva para Depressão

              Sessões iniciais – o que avaliar?

              Utilização da Agenda dos Eventos Semanais

              Utilização do Inventário Beck para comparação ponto a ponto do processo terapêutico

              Ensino de análise funcional de comportamentos de esquiva através dos acrônimos– TRAP e TRAC

              A aceitação de sentimentos de disforia segundo o contexto da ativação

              Protocolo de Ativação Comportamental de Abreu e Abreu (2015; 2017): Integrando a Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)

              Avaliação e intervenção em contextos de controle aversivo –punição (coerção social)

              Avaliação e intervenção em contextos de controle aversivo –apresentação de estimulação aversiva não contingente (modelo do desamparo apendido)

              Avaliação e intervenção em contextos de controle aversivo –extinção operante (perdas e lutos)

              Lidando com o comportamento suicida e a tentativa de suicídio em pacientes com depressão de moderada à severa

              Intervenção em casos de depressão em comorbidade com a insônia

              Planejando o trabalho interdisciplinar junto ao médico - Algumas contribuições da psicofarmacologia comportamental na criação de estratégias de modulação de estímulos reforçadores e aversivos

 

 

CONHEÇA A FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS FACILITADORES:

Paulo Roberto Abreu [CRP 08/10533] é psicólogo clínico, doutor pelo Departamento de Psicologia Experimental da USP. Aprimoramento em Terapia Comportamental Dialética (DBT) pelo Behavioral Tech/Linehan Institute. Professor dos cursos de Especialização em Terapia Comportamental do Hospital Universitário da USP (HU-USP) e da Especialização de Terapia Comportamental e Cognitiva em Saúde Mental do Ambulatório de Ansiedade, Instituto de Psiquiatria, do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (AMBAN – IPq – HCFMUSP). Editor Chefe da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva (RBTCC), principal publicação científica da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Coordenador do Instituto de Análise do Comportamento de Curitiba (IACC).

 

Juliana Helena Abreu [CRP 08/IS-324] é psicóloga clínica e da educação. Possui graduação em psicologia pela Universidade Estadual de Londrina (2003). Doutoranda pelo Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP. É mestre em Psicologia Experimental na PUC-SP (2012) e Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP (2005). É professora do curso de Especialização em Terapia Comportamental do Hospital Universitário da USP (HU-USP).

 

CONHEÇA A RELEVÂNCIA DO TRABALHO DOS FACILITADORES NO CAMPO DOCENTE:

A Ativação Comportamental (BA) vem sendo ensinada em cursos de pós graduação no IACC desde 2006, e desde 2011, na Especialização em Terapia Comportamental: Teoria e Aplicação do Hospital Universitário da USP (HU-USP).

 

CONHEÇA A RELEVÂNCIA DO TRABALHO DOS FACILITADORES NO CAMPO CIENTÍFICO:

A BA começou a ser criada por Peter Lewinsohn na Universidade do Oregon logo quando ele lá chegou em 1965, e embora venha sendo reapresentada à comunidade de pesquisadores e clínicos como uma dentre as novas terapias comportamentais de terceira geração, a BA desponta com uma longa história de pesquisas e aprimoramentos por diferentes grupos de pesquisadores.

 

Atualmente coexistem mais de um modelo de protocolo desse sistema de psicoterapia, sendo os mais pesquisados, a Terapia Comportamental para Depressão de Lewinsohn, Biglan e Zeiss, (1976), a Ativação Comportamental de Martell, Addis e Jacobson (2001) e a Ativação Comportamental Breve no Tratamento da Depressão de Lejuez, Hopko, e Hopko (2001). Outro protocolo da BA, de Kanter, Busch, Rusch, (2009), desponta pela relevância e contribuições dadas a área, embora ainda não tenha sido testado em ensaios clínicos randomizados.

 

Destacamos nesse ponto que o doutor Paulo Abreu tem artigos citados pelos autores pertencentes esses destacados grupos de pesquisa, inclusive pelo criador da BA, Peter Lewinsohn! Confira:

 

·         Abreu, P. R. & Santos, C. (2008).  Behavioral models of depression: a critique of the emphasis on positive reinforcement. International Journal of Behavioral and Consultation Therapy, 4, 130-145. doi: 10.1007/BF03393117

 

Este artigo foi citado por:

o   Dimidjian, S., Barrera Jr, M., Martell, C., Muñoz, R. F., & Lewinsohn, P. M. (2011). The origins and current status of behavioral activation treatments for depression. Annual Review of Clinical Psychology7, 1-38.

o   Carvalho, J. P. (2011). Avoidance and Depression: Evidence for Reinforcement as a Mediating Factor. PhD diss., University of Tennessee.

o   Carvalho, J. P., & Hopko, D. R. (2011). Behavioral theory of depression: Reinforcement as a mediating variable between avoidance and depression. Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry42(2), 154-162.

o   Carvalho, J. P., Gawrysiak, M. J., Hellmuth, J. C., McNulty, J. K., Magidson, J. F., Lejuez, C. W., & Hopko, D. R. (2011). The Reward Probability Index: Design and validation of a scale measuring access to environmental reward. Behavior Therapy42(2), 249-262.

o   Claringbull, N. (2011). Mental health in counselling and psychotherapy. SAGE.

o   Foreman, A. M. (2012). Negative reinforcement by timeout from avoidance: the roles of discriminative cues, shock-frequency reduction, and response-effort reduction. West Virginia University.

o    González-Roz, A., Secades-Villa, R., & Alonso-Pérez, F. (2018). Effects of combining contingency management with behavioral activation for smokers with depression. Addiction Research & Theory, 1-8.

 

Importante também informar que o protocolo de BA de Abreu e Abreu (2015; 2017) tem integração com a Psicoterapia Analítica Funcional (FAP). Paulo Abreu tem relevante produção no campo dessa psicoterapia, tendo artigo citado também pelos principais pesquisadores da área, a exemplo dos proponentes Mavis Tsai e Robert Kohlenberg.

 

·         Abreu, P. R., Hübner, M. M. C., & Lucchese, F. (2012). The role of shaping the client’s interpretations in functional analytic psychotherapy. The Analysis of Verbal Behavior, 28, 151-157. doi: 10.1007/BF03393117

Este artigo foi citado por:

o   Tsai, M., Callaghan, G. M., & Kohlenberg, R. J. (2013). The use of awareness, courage, therapeutic love, and behavioral interpretation in functional analytic psychotherapy. Psychotherapy50(3), 366-370

o   Villas-Bôas, A., Meyer, S. B., Kanter, J. W., & Callaghan, G. M. (2015). The use of analytic interventions in Functional Analytic Psychotherapy. Behavior Analysis: Research and Practice, 15(1), 1-19.

o   Villas-Bôas, A., Meyer, S. B., & Kanter, J. W. (2016). The effects of analyses of contingencies on clinically relevant behaviors and out-of-session changes in functional analytic psychotherapy. The Psychological Record66(4), 599-609.

o   Vargas-Cruz, I., & Pardo-Cebrián, R. (2014). El papel de la experiencia del terapeuta en la aplicación de reglas en el contexto clínico. Conductual, 2(3). 36-51.

o   Montaño-Fidalgo, M., Martínez-Sánchez, H., Froján-Parga, M. X., & Calero-Elvira, A. (2013). The role of verbal behavior in the analysis of the therapeutic process. Conductual, 1(2), 62-72.

o   Vargas De la Cruz, I., Pardo-Cebrian, R., Martínez, H., & Froján-Parga, M. X. (2017). The therapist’s rule-like verbalizations throughout the clinical process. Universitas Psychologica, 16(1), 25-39.

 

Outras referências que abordam a BA publicadas pelos facilitadores:

·       Duran, E. P.; Saffi, F; Abreu. P. R.; & Neto, F. L. (in press). Psicoterapia cognitivo-comportamental e análise do comportamento na depressão. In:  A. G. Silva (Org.) Depressão: Teoria e Clínica. Porto Alegre: Artmed. 

·         Abreu, P. R. & Abreu, J. H. S. S. (2017). Ativação comportamental: Apresentando um protocolo integrador no tratamento da depressão. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 19 (3), 246-267

·         Abreu, P. R. & Abreu, J. H. S. S. (2017). Quarta geração de terapias comportamentais. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 19 (3), 185-205.

·         Abreu, P. R. & Abreu, J. H. S. S. (2015) Ativação comportamental: Apresentando o protocolo de Martell, Addis e Jacobson (2001). In: A. C. C. P. Bittencourt; E. C. A. Neto; M. E. Rodrigues; & N. B. Araripe. (Org.). Depressão: Psicopatologia e Terapia Analítico-Comportamental., (pp. 61-70) Curitiba: Juruá.

·         Abreu, P. R. & Abreu, J. H. S. S. (2015). Ativação Comportamental. In: P. L. Santos; J. P. Gouveia; M. S. Oliveira. (Eds). Terapias comportamentais de terceira geração: Guia para profissionais, (pp. 406-439). Novo Hamburgo: Sinopsys.

·         Abreu, P. R. (2011). Novas relações entre interpretações funcionais do desamparo aprendido e do modelo comportamental de depressão. Psicologia Reflexão e Crítica, 24(4), 788-797.

·         Abreu, P. R. (2006) Terapia analítico-comportamental da depressão: Uma antiga ou uma nova ciência aplicada? Revista de Psiquiatria Clínica 33, (6), 322-328.

·         Saffi, F.,  Abreu, P. R., Lotufo Neto, F. (2011). Terapia cognitivo-comportamental dos transtornos afetivos. In: Bernard Rangé. (Org.). Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais: Um Diálogo com a Psiquiatria (pp. 369-392). 2ed.Porto Alegre: ArtMed.

·          Saffi, F. ; Abreu, P. R. ; Lotufo Neto, F. (2009). Melancolia, tristeza e euforia. In: Marilda Novaes Lipp. (Org.). Sentimentos que Causam Stress: Como Lidar com Eles (pp. 79-88). Campinas: Papirus Editora. 

 

CONHEÇA A RELEVÂNCIA DA EXPERIÊNCIA  CLÍNICA DO FACILITADORES:

Ambos, Paulo Abreu e Juliana Abreu, possuem mais de 15 anos de trabalho com pacientes depressivos, na clínica particular e também em internamento e ambulatório hospitalares, como os do HU-USP, HC-UFPR e HC-USP.

PÚBLICO-ALVO

Psicólogos e médicos psiquiatras; estudantes de psicologia e psiquiatria

LOCAL DO CURSO

Apreendehere - Formação e Atendimento em Psicologia. Rua Serra de Botucatu, 1209 - Tatuapé - São Paulo. Telefone: (11) 2294-1765

 

Atenção – Sua instituição tem interesse em levar esse curso para a sua cidade? Entre em contato conosco no Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

FORMAS DE PAGAMENTO

Estudante (graduação e pós graduação – necessário enviar comprovante de matrícula):

1 X R$ 1300,00 (depósito único antes da primeira aula); ou

2 X R$ 650,00 (1º depósito para 15/11/18; 2º para 12/12/18 -  valor de cada depósito R$ 650,00)

 

Profissional:

1 X R$ 1500,00 (depósito único antes da primeira aula); ou

2 X R$ 750,00 (1º depósito para 15/11/18; 2º para 12/12/18 -  valor de cada depósito R$ 750,00)

Atenção - Após efetuar o depósito, favor enviar o recibo para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para validar a sua vaga no curso.

 

DADOS DA CONTA

Banco do Brasil
Paulo Roberto Abreu
Agência- 3262-X
CC – 91987
CPF – 00607430931

 

 

FICHA DE INSCRIÇÃO E VÍDEOS COM ENTREVISTAS SOBRE BA COM O DR PAULO ABREU (ABAIXO)

Desenvolvido por Paulo Abreu